Skip to main content

Quem vai ganhar o BBB 26?

Eu tenho insistido nessa máxima quase como quem insiste num vício antigo: quem sabe contar história, ganha atenção. E eu não cheguei nisso lendo relatório de tendência. Cheguei assistindo ao BBB.

Conteúdo do artigo

No fundo, o programa nunca foi sobre confinamento, convivência, ou tretas, mas sim sobre narrativa em estado bruto. Personagens jogados num espaço fechado, disputando ao vivo quem consegue sustentar melhor a própria história — não para os moradores da casa, mas para quem está do lado de fora, olhando, interpretando, tomando partido.

Conteúdo do artigo

Todo ano é a mesma engrenagem com novos corpos: uns viram mocinhos, outros vilões, alguns escapam do rótulo, e o público escolhe onde investir sua atenção como quem escolhe em qual história acredita.

O que se forma ali é uma semiosfera completa. No centro, os participantes. Na periferia, nós, espectadores. Na fronteira, a tela, esse corte que organiza o visível, edita o silêncio, transforma gesto mínimo em signo carregado.

A edição não cria a história, mas orienta o fluxo do sentido. É ali que a coisa acontece.

É até bonito pensar nisso pelo viés acadêmico de uma PhD em progresso, não por acaso. Mas, em algum momento, a teoria encontra o chão duro do mercado. Porque essa disputa simbólica não movimenta só interpretação — movimenta dinheiro. Muito dinheiro.

1,5 Bilhões de reais, quinze marcas e contanto, múltiplas cotas, cifras e mais cifras que faz o prêmio do ganhador parecer irrisório, orbitando narrativas que nascem e morrem em tempo real.

Conteúdo do artigo

Cada marca aposta não em audiência, mas em enredo. Em personagem. Em história sendo contada ao vivo, sabendo que a efemeridade grita, mas a atenção, quando bem conduzida, fica.

O curioso é que ninguém vence tentando impor sentido de fora. O público não quer a moral do dia, nem a pauta importada, nem a explicação pronta. O que prende é a treta de dentro. A realidade escancarada. O acúmulo lento de atritos, olhares atravessados, silêncios longos demais, falas que fermentam com o tempo.

Talvez Ariano Suassuna já tivesse avisado: o povo não abandona uma boa história. E Sherazade provou isso noite após noite, contando não para brilhar, mas para continuar viva. O BBB opera nessa mesma lógica ancestral, só que amplificada por câmera, edição e feed. Não ganha quem tem razão. Ganha quem sustenta narrativa. Quem segura o fio sem arrebentar.

No fim, eu não sei quem vai ganhar o programa. Mas sei o que sempre ganha atenção.E nisso eu insisto, sem ironia e sem rodeio: quer vender, quer permanecer, quer existir — conte bem a sua história.

Porque, goste ou não, é assim que a COOLture funciona. E o que é Coolture?? Bom já já eu te conto!

Dominique Chagas –Fonder & Diretora Criativa

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato.

WhatsApp

Fale Conosco

Preencha seus dados para iniciar a conversa

×